Montadoras organizam feirões do IPI reduzido para tentar esvaziar estoques
Maiores fabricantes de veículos do país montam estratégia para convencer consumidor brasileiro a voltar a se endividar para trocar de carro neste final de semana
Com corte do IPI e crédito mais farto, montadoras esperam conseguir esvaziar os pátios, que estão lotados
Apesar de estarem pleiteando há algumas semanas auxílio estatal para conseguir reduzir seus estoques, as montadoras não esperavam que o ministro da Fazenda, Guido Mantega, anunciasse a renúncia fiscal nesse momento. Por isso, nem todas as companhias vão fazer eventos de grande porte nesse fim de semana, como é o caso da Ford.
Montadoras voltam a adotar a estratégia dos feirões para reduzir estoques
O maior desafio dos vendedores nesses primeiros dias será fazer com que os consumidores consigam entender a razão pela qual os preços dos carros praticamente não sofreram alterações entre a semana passada, quando não havia redução do IPI, e agora. Com o mercado estagnado, tanto montadoras quanto concessionárias estavam oferecendo descontos e bônus aos consumidores, na tentativa de esvaziar os estoques. Com o auxílio governamental, elas simplesmente tiraram as vantagens que antes davam aos compradores e o preço final, na prática, sofreu poucas alterações.
Por isso, acreditam as montadoras, mais do que a redução no IPI, as medidas para aquecer a concessão de crédito tomadas pelo governo nessa semana devem ser o principal indutor das vendas. Além da redução na taxa de compulsório – o que libera mais recursos para os bancos emprestarem – os juros mais baixos também terão papel fundamental para aquecer a venda de carros. Ontem, por exemplo, a Caixa Econômica Federal anunciou que reduziu ainda mais o piso de seus juros para compra de automóveis. Agora, carros novos poderão ser adquiridos com empréstimos da CEF com taxas de até 0,75% ao mês.
Veja também: Caixa reduz juro mínimo para carros novos
Enquanto as montadoras e concessionárias comemoram, o setor de aluguéis de veículos, no entanto, reclama das medidas de incentivo. Por conta de parte da receita das locadoras estar atrelada à constante renovação da frota, a estimativa é que de seus ativos tenham sofrido uma desvalorização de até 10%. Não à toa, as ações da Localiza caíram quase 10% nos últimos três dias.
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