quarta-feira, 30 de maio de 2012


Tropas de elite das Forças Armadas atuarão em contraterrorismo na Rio+20

Brigada de Operações Especiais do Exército e Para-Sar, da Aeronáutica, homens mais preparados de suas Forças, são especialistas em guerra irregular

Raphael Gomide, iG Rio de Janeiro 
Foto: Reprodução da internetForças Especiais do Exército em exercício. Eles atuarão no contraterrorismo na Rio+20
As tropas de elite do Exército e Aeronáutica e oBope (Batalhão de Operações Policiais Especiais, da PM) vão atuar durante a Rio+20 (Conferência das Nações Unidas para o Desenvolvimento Sustentável), com foco no contraterrorismo.
Entre as 15 mil pessoas – 8 mil militares e 7 mil policiais militares, civis, federais e rodoviários federais – estarão os homens mais bem preparados entre as fileiras das Forças Armadas, prontos para ser empregados em eventuais situações de crise durante a conferência.
A Brigada de Operações Especiais do Exército, sediada em Goiânia (GO), enviará ao Rio um contingente – não informado – de militares. Trata-se da tropa mais adestrada do Exército Brasileiro, especializada em planejamento e execução de operações de guerra irregular e contraterrorismo. Entre esses homens, estão atiradores de precisão (snipers, ou “caçadores”) que ficarão em pontos dominantes na cidade.
Desde o início da Minustah (Missão das Nações Unidas para a Estabilização do Haiti), um destacamento de Forças Especiais integra o Batalhão Brasileiro no Haiti.
Foto: Reprodução da internetForças Especiais terão snipers à disposição na Rio+20
O Para-Sar (Esquadrao Aéreo-Terrestre de Salvamento) é a tropa mais especializada da Aeronáutica, peritos em Operações Especiais, com 48 anos de história.
Segundo a Força, estão prontos para combater e fazer missões de resgate e ataque em qualquer tipo de terreno e situação. Os militares tem, entre suas habilidade, o paraquedismo, montanhismo, mergulho e guerra na selva, sendo capazes, ainda de manusear armamentos e explosivos diferentes.
Marinha terá 1.500 fuzileiros navais no esquema de segurança da Rio+20
Além dos Forças Especiais do Exército e da Aeronáutica, os fuzileiros navais da Marinha – tropa de infantaria correspondente aos paraquedistas, na Força terrestre – atuará na segurança permanente da cidade, policiando vias de acesso expressas, como as linhas Vermelha e Amarela, Avenida Brasil e Aterro do Flamengo.
Toda a segurança do evento da ONU (Organização das Nações Unidas), que reunirá mais de 100 chefes de Estado e de governo, ficará sob a coordenação do comandante militar do Leste, general Adriano Pereira Júnior, do Exército.
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Sincero, Mano coloca Neymar em estágio superior a Lucas

Treinador da seleção brasileira, porém, disse que tem muita esperança no meia do São Paulo

Gazeta  - Atualizada às 
Para Mano Menezes, o cargo de técnico da seleção brasileira exige cuidado na colocação das palavras. Porém, é impossível fugir de certas posições. Nesta terça-feira, o comandante da equipe pentacampeã mundial reconheceu que não há comparação entre o santista Neymar - considerado o melhor do futebol do país na atualidade - e o são-paulino Lucas, visto com grande potencial para o futuro.
Foto: AFPMano Menezes cumprimenta Neymar
"O Neymar está em um estágio superior, embora tenhamos expectativas com o Lucas, eu inclusive tenho muita esperança com ele", afirmou Mano Menezes, em entrevista coletiva após o último treino da seleção antes do amistoso contra os Estados Unidos.
De volta ao time, Neymar será titular contra os norte-americanos e formará o ataque ao lado de Hulk e Leandro Damião. Com o retorno do santista, Lucas perde a posição e inicia o jogo em Washington apenas no banco de reservas. 
Aliás, Lucas teve uma atuação discreta na vitória brasileira contra a Dinamarca. Por isso, a presença de Neymar nos Estados Unidos dá a Mano Menezes a esperança de uma produção superior do ataque da seleção em relação a sábado.
"Com o Neymar, você enriquece a naturalidade da movimentação. Em determinados momentos, ficamos bem marcados contra a Dinamarca. Vamos contar com uma variação maior", disse o técnico.
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Cabral diz não temer quebra de sigilo da Delta

Governador do Rio se irritou com pergunta e disse que a amizade com o ex-dono da Delta não é suficiente para levá-lo à CPI

iG São Paulo  - Atualizada às 
O governador do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral Filho (PMDB), disse na manhã desta quarta-feira que "não teme" a quebra dos sigilos bancário, fiscal e telefônico da Delta Construções, aprovada na terça-feira pela CPI do Cachoeira do Congresso Nacional.
Foto: Luiz Roberto Lima/Futura Press/AECabral disse que não tem medo de ser convocado pela CPI do Cachoeira
Essa não é a primeira vez que Cabral fala sobre o caso desde 27 de abril, quando vieram à tona fotos dele em festas em Paris com secretários estaduais e com o empresário Fernando Cavendish, dono da Delta e seu amigo pessoal. Sobre a viagem à capital da França, o governador disse no último dia 10 que serviu "para melhorar a imagem do Rio lá fora". "Essa viagem (setembro de 2009 a Paris) serviu para melhorar a imagem do Rio lá fora. Internacionalmente, a cidade tinha uma imagem de decadência, e nós revertemos isso. Nós trabalhamos desde 2007 para recuperar a imagem do Estado", disse à época.
A empreiteira já recebeu R$ 1,49 bilhão em contratos com o governo do Rio durante a gestão Cabral. As fotos das confraternizações em Paris foram reveladas pelo blog do deputado federal Anthony Garotinho (PR), adversário de Cabral. 
Cabral irritou-se ao ser perguntado por um jornalista se ele temia a quebra do sigilo da Delta. "Por que eu temeria? Acho até um desrespeito da sua parte me perguntar isso. Uma coisa é a relação pessoal que eu tenho com empresários ou não empresários. Outra coisa é a impessoalidade da decisão administrativa. Essas ilações são de uma irresponsabilidade completa, um desrespeito completo com a minha pessoa, com a administração que a gente vem fazendo aqui, com os meus secretários de Estado. Porque os secretários partem sempre da premissa e reconhecem a gestão impessoal que a gente tem feito, da imparcialidade e da autonomia dos secretários. Eu duvido que algum secretário meu diga: `bom, o governador um dia ligou para pedir a nomeação de A, B ou C, ou para influenciar em qualquer decisão administrativa'. Por que eu temeria?". 
Cabral disse ainda que não vai se oferecer para ser ouvido na CPI do Cachoeira, como fez o governador de Goiás, Marconi Perillo (PSDB), nesta terça-feira. "O governador de Goiás tem as razões dele e eu respeito. Há 250 mil gravações e meu nome não aparece em nada. Não é o fato de uma amizade que me levaria a ir em qualquer lugar, mas eu respeito o governador de Goiás e tenho certeza que ele terá a oportunidade de se defender". Cabral participou nesta quarta-feira da inauguração da Unidade de Polícia Pacificadora (UPP) Alemão, que vai atender cerca de 20 mil moradores dos morros do Alemão e da Pedra do Sapo, na zona norte do Rio.
Com Agência Estado
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